O Poder da Camomila

Começamos quentes no Gastronomix, diferenciando chá de infusão, lembra? Mas até agora só abordamos de forma um pouco mais específica o chá. Deixamos as infusões/tisanas para um segundo momento e… Tchantchantchantchaaaaaan! A hora delas também chegou!

Para hoje, escolhi como protagonista de nossa coluna a Camomila, uma flor linda e muito aromática, que costuma enfeitar lanches e cuidados da família brasileira.

Tá nervoso? Camomila. Quer dormir e não consegue? Camomila. Nossa florzinha é sempre lembrada por suas propriedades calmantes. Mas ela vai além. A fitoterapia já relacionou seu uso ao tratamento da saúde feminina (cólica e candidíase, por exemplo), enjoo, má digestão e gases, inflamações na pele e garganta e até diabetes. Ela é singela, pequenininha, aparentemente delicada. Mas tem um poder gigante de nos surpreender. É anti-inflamatória, bactericida, antioxidante. Cuida da gente por dentro e por fora, quando bebemos a infusão ou a usamos em compressas.

E é deliciosa! Suavemente doce, tem o poder de, na xícara, nos transportar a um mundo de afeto, que conhecemos ainda crianças. Minha memória afetiva me remete aos dias em que estava doente e não podia ir à aula. Ficava em casa assistindo Xou da Xuxa, tomando “chá” de Camomila e comendo pão de queijo da Tidinha, minha segunda mãe! 🙂

Seu uso não é recomendável a gestantes e pessoas que fazem uso de anticoagulantes (há estudos que dizem que ela reduz a eficácia desses medicamentos). É bom sempre consultar um médico, viu? Alimento pode ser remédio… Mas também pode ser veneno!

Para beber a infusão de Camomila, utilizo de uma a duas colheres de sobremesa das flores da planta seca para 200/250 ml de água. Depois de fervida a água, aguardo um minuto e adiciono a camomila seca; deixo em infusão por  três minutos; coo e pronto! Para utilizar a infusão como compressa, preparo da mesma forma que faria para beber. Depois, aguardo até que a infusão esteja morna (cuidado aqui, pra não queimar a pele!), mergulho um tecido limpo na bebida e coloco sobre a pele. Deixo por alguns minutos e retiro.

Há algum tempo, tive a oportunidade de visitar um campo de Camomilas (e só tenho uma coisa a dizer: uaaaaaaaau!). A convite da Farmacotécnica, uma farmácia de manipulação de Brasília, fui até a chácara onde eles mantêm o cultivo orgânico de diversas plantas e ervas medicinais. Fica no Park Way, em um lugar chamado Vargem Bonita.

Em setembro (estamos quase lá!), na época de colheita da Camomila, a Farmacotécnica desenvolve com escolas públicas do DF, o projeto “Preservar“, que envolve essas visitas e explicações – dadas pelos alunos e farmacêuticos da empresa – sobre as ervas, para não deixar a tradição do seu uso se perder no tempo. É um projeto sócio-pedagógico lindo, incrível e muito bem desenvolvido. E mais lindo ainda é o visual da chácara:

Se você quer ver isso de pertinho, fique ligado nas informações da Farmacotécnica, que costuma abrir as visitações no final de agosto. É necessário um pré-agendamento, que pode ser feito pelo email eventos@farmacotecnica.com.br. Depois, é só se encantar! 🙂

Quero agora saber de sua experiência com essa flor tão fofinha. Você tem alguma memória afetiva relacionada a esse “chazinho”? Aquele conhecido aroma te transporta a algum lugar especial? Algo me diz que “vejo flores em você”!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook, lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! Ou boas infusões! 🙂

Conheça a Catherine Fine Teas

Uma marca que une hábito, renascimento pessoal, história do chá e beleza. Essa é a Catherine Fine Teas.

De DNA catarinense/paranaense, foi criada por Ana Carolina Delai, uma querida de 23 anos, sommelière de chás e tea blender, que tem vontade de perfumar cada cantinho do mundo.

Ana conta que em casa, desde pequena, sempre teve o hábito de consumir infusões, “até na mamadeira!”. A família, que tem plantação de erva-mate em casa, até hoje se reúne em volta do chimarrão para começar os dias, dividindo planos e sonhos.Formada em Direito, Ana não se identificou muito com a profissão; resolveu, então, se reinventar, unir um bom hábito à vontade de empreender. Após fazer vários cursos na área de chás, criou a marca Catherine Fine Teas.

O nome foi inspirado em parte da importante história do chá no Ocidente. A princesa portuguesa Catarina de Bragança, ao se casar com o Rei inglês Carlos II, levou como dote terras da Índia e um baú de chás. A partir daí, nossa bebida favorita começou a se espalhar pela corte, com participação de outros importantes personagens, até chegar a nossas casas, do jeito real-oficial que a gente gosta.

A marca tem, além de chás especiais pesquisados em todo o mundo, uma linda identidade visual, capricho em louças e acessórios desenvolvidos com exclusividade para Catherine. Os infusores com pendentes de porcelana pintados à mão, os copinhos de cerâmica e as garrafas térmicas de louça são um charme! Há também perfumes de ambientes e velas com aromas inspirados nos sabores que habitam os mágicos pacotinhos das prateleiras.

Na última temporada da Casa Cor do Paraná, a Catherine, que só existia virtualmente em loja eletrônica, se vestiu de loja temporária para mostrar ao público seu conceito lindo e delicado. Entre paredes verdes e rosadas, muitas flores e sucesso de público, realizou eventos (como a apresentação de drinks com seus blends) e deixou gostinho de “quero mais” com o fim da mostra. Já queremos Catherine em cada Casa Cor do Brasil!

Se você ainda não conhece a marca, dê uma espiadinha no site. Lá, você encontra a história por trás dos produtos, receitinhas com chás (quem aí quer a dos drinks?) e, claro, os produtos – chás e acessórios – capazes de tornar seu #momentomágico muito mais bonito e delicado.

Ah, preciso dizer que a Catherine fará seu primeiro aniversário em agosto. E surpresas incríveis virão por aí… Não percam a linda Ana e sua Catherine de vista. Quem avisa, amigo é!

Que tal me acompanhar também pelo Instagram ou Facebook? Lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta!

A China pelo olhar do chá

Em 2019, mais um sonho realizado. Conheci a China, em muitas nuances, mas sob um ponto de vista comum; conheci a China pelo olhar do chá! 💚

E como no Portal Gastronomix só tem chazeir@ de carteirinha, não podia deixar de dividir as experiências com você, a melhor companhia de viagem chazística. Teremos uma viagem para destrincharmos juntinhos, em alguns capítulos. Haja assunto!

De início, preciso lhe situar. Minha jornada se dividiu em algumas etapas, durante um mês. Começamos, eu e o marido, sozinhos mesmo, por Pequim e Xian. Dali, partimos para Xangai, onde encontramos a turma da Cha Yê e partimos para o Tour do Chá Imperial, que passou por Nanxun, Hangzhou, Vale de Guzhu, Yixing, Mogan Shan, Montanha Amarela, Tunxi, Anji e Wuyi. Muitos chás, um monte de aprendizado, as melhores companhias. E foi in-crí-vel!

Ao fim do tour, voltamos a Xangai para mais uns dias a sós e, de lá, fomos para Hong Kong. Na mesma China, encontrei “Chinas” bastante diferentes entre si, mas igualmente surpreendentes.

A mala voltou cheia. De chás. De chaleiras. De xícaras. De livros. O coração voltou cheio. De experiências. A cabeça voltou cheia. Das melhores lembranças.

E a partir da próxima semana, começamos a falar de cada um dessas etapas, de forma mais detalhada, pra você se animar e já se programar para também destrinchar a história da China.

Espero por você, com chazinho na chaleira e muita história pra contar. Tem alguém ansios@ por aí? 🙋‍♀️

Para alimentar a curiosidade, deixo um spoiler das nossas aventuras orientais. No link abaixo, uma matéria da TV chinesa, que nos acompanhou por alguns dias em Wuyi. Será que você me acha aí? Minha mãe achou! Rs! 😁

http://www.fjtv.net/?_hgOutLink=vod/VideoDetail&id=1919792&from=singlemessage
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Um beijo de chazinho chinês!

Começamos com chá em Pequim

Pequim. Esse foi o início da minha viagem dos sonhos. E também começa com um grande acerto: a escolha do hotel.Pela dificuldade deatendimento comunicação – já que o inglês é pouco falado e não falamos mandarim -, o marido optou por uma rede internacional; um bom concièrge faz a diferença na solução de eventuais problemas, né? Assim, escolhemos o Four Seasons, que super indico, pelo próprio hotel, pelo atendimento primoroso, por seu spa, pela localização (tem estação de metrô bem pertinho e a área é ótima para a gente passear). E pelo TEA GARDEN (!!!!!!), um jardim de chá que ocupa metade de um andar. Socorro!

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Malas acomodadas, corri para conhecer o espaço. E pense em um lugar lindo! Deixaria de dormir no quarto para ficar ali, o tempo todo. Um ambiente clean, móveis em bambu, perfume indescritível e menu maravilhoso de chás, muitos chás, selecionadíssimos e servidos em estilo gong fu (clica pra ver a explicação do meu querido amigo Welbi, que sabe tudo sobre a cerimônia!).

Optamos por dois chás bem tradicionais, um Oolong de primeira colheira das montanhas de Wuyi e um Verde Long Jing. Fomos servidos pela Tea Master Rita Feng, certificada desde 2007, que fala inglês e explica tudo e mais um pouco sobre cada chá, por acreditar que “toda xícara de chá tem uma história a contar”. Quem duvida? 🙂
Os chás também enfeitam drinks, que podem ser servidos no jardim, mas que também fazem parte da carta do restaurante do lobby do hotel (acho que o marido gostou até demais da ideia dos drinks, rs).

O Tea Garden oferece, ainda, aulas de chá, com noções introdutórias, mediante reserva prévia. Funciona de 9 de manhã às 9 da noite e é O LUGAR para você descansar depois de chegar da maratona da Muralha de China (vá a Mutianyu, um pedaço próximo a Pequim, mais vazio) ou da micareta na entrada da Cidade Proibida (tickets comprados com antecedência, pois são limitados a 40.000 por dia e, acredite, esgotam). Um cantinho de puro relaxamento, total contemplação, para a gente esquecer do tempo, do mundo e se concentrar no momento. E que momento!

Ainda sobre o hotel: quando fiz o check in, comentei que minha viagem tinha como foco o chá. Comentei apenas, minha gente, de forma despretensiosa! O resultado: mimos todos os dias no quarto, quando chegava de dias intensos, com chás e porcelanas incríveis. Para não querer ir embora nunca mais, né?

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Assim começou a minha jornada de um mês. E, aos poucos, vou levar você comigo por cantinhos especiais da China. Em alguns capítulos, passaremos por lugares fofos, faremos compras legais, nos jogaremos na comida de rua (com chá, claro!), nos encontraremos para um chá da tarde, conheceremos jardins de chá e teremos experiências inesquecíveis. Você, que estava lá em tudo, no meu coração, vai poder estar também aqui, em imagens e sentimentos, para se deliciar com essa vida chazeira que a gente ama. Só vem! 🙂

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Um beijo com perfume de jardim de chá… Chinês!

9 dicas de chá em Pequim

Falamos de um hotel bem especial em Pequim, daqueles que fazem a gente não querer sair… Mas as perninhas precisam de um exercício! Então, bora conhecer os lugares em que encontrei chazinho – do bom! – e “coisinhas” de chá em Pequim?

1) Maliandao Street – Maliandao Tea Market

Todos os tipos de chás em um só lugar. São centenas de lojas dispostas na Maliandao Street, que também conta com um mercado e vários andares de um prédio, o Maliandao Tea Market. Qualquer acessório, todo tipo de chaleira, provinhas de mil tipos de chás, tudo tem lá. O inglês não é muito falado, mas basta só catar o Google Tradutor para ser feliz!

2) 798 Art District

Dica de uma leitora querida, Cláudia Boim, o 798 Art District é dos lugares mais interessantes que já conheci na vida. Um bairro todo dedicado a arte e design, com várias opções de cafés e casas de chá.

Em uma tarde, fui a dois lugares diferentes, um bem moderninho e minimalista (5+cafe) e outro mais chinês. Não consegui escolher um favorito! Se mais tempo tivesse, teria infinitas opções para conhecer.

3) Park View Green

Um shopping que respira arte. Ele é todo decorado com peças de design e tem, dentro dele, um hotel super diferentão, o Eclat, que serve chá da tarde (❤).

Foi lá também que encontrei (e me acabei!) na Zens Lifestyle, uma loja de design minimalista especializada em acessórios de chás (no Brasil, vendidos pela Talchá), que também tem um espaço dedicado a um Tea Bar.

4) Qianmen

Na rua para pedestres que conserva a arquitetura e a história da China há boas e reconhecidas lojas de chá, como a Zhangyiyuan, que existe desde o ano 1900. Tem também o Starbucks mais fofo do mundo, todo em estilo chinês.

5) Doko Bar, em Sanlitun

Outra região imperdível da cidade, para enlouquecer com tanta novidades. Foi em Salintun que encontrei uma lojinha especializada em sobremesas, o Doko Bar, que servia um mil folhas (mil crepes?) de matchá que nem lhe conto… Sofro de saudades só de lembrar! As louças de chá são todas da Zens.

6) Cidade Proibida

A Cidade Proibida é parada turística obrigatória. E as lojinhas que ficam nos cantinhos dos pavilhões são paradas chazísticas imperdíveis. Cada uma tem porcelanas diferentes, bandejas, filtros… Da mais fina cerâmica a coisas bem diferentinhas, como gaiwans adornados com bambu. Não deixe de vasculhar cada uma delas!

7) Muji Hotel

Sou louca pela Muji, uma rede de lojas de origem japonesa, que vende desde chocolatinhos com matchá até roupas de linho no estilo japa-minimalista. Imagina só como foi, então, encontrar não só uma loja, mas um hotel Muji!

No hotel, um espaço-café cheio de chazinhos e a garrafa de cold brew mais estilosa ever! O cheesecake de matchá também faz valer a visita.

8) The British House

Um pedacinho da Harrods no coração da China. Todo tipo de chá à moda ocidental, do jeito que os britânicos amam, e um espaço para o chá da tarde, o Harrods Tea Room. Marcas como Teapigs e Whittard estão por lá, inclusive em acessórios. Também tem outras tantas marcas inglesas, de outros tipos de produto, mas o nosso interesse aqui é chá, néaaaam? Para mim, o local apareceu como surpresa agradável demais, em uma tarde de passeio bem despretensiosa.

9) Wangfujing

Nessa região tem chá para todo gosto. Na Sichuan Yuyou Tea Co., achei chás pós-fermentados do Tibete ((Ya’an Tibetan Tea ❤)). Na Wuyutai – loja super tradicional de 1887 -, um sorvete de chá verde delicioso, além de chás de todas as regiões da China. Na Ten Fu’s, velha conhecida, comprei um matchá chinês para experimentar. E ainda achei livros de chá em inglês, na Foreign Languages Bookstore. Um passeio produtivo! :))

Esses são alguns dos cantinhos explorados em Pequim… E já são muitos! Mas tem mais, muito mais! Logo, conheceremos outros, de várias cidades chinesas. E quero você comigo, tá?

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Um beijo com gostinho dos mais diferentes chás chineses! 💚

Já ouviu falar de Tea Eggs?

Em minha viagem à China, deparei-me com curiosos ovos cozidos. Eles estavam em todo lugar, no café da manhã dos hoteis, nas barraquinhas de comida de rua de Xangai, na entrada da Muralha da China… Ficavam dentro de uma grande panela, ainda envoltos pela casca, mas bem rachadinhos, de molho em um líquido preto.

De início, não tive coragem de provar. Mas foi só descobrir que eram Tea Eggs ou Ovos de Chá que a tal coragem surgiu. E adorei!

O nome é esquisito, mas é isso mesmo que esses ovos são. Pré-cozidos, têm a casca quebradinha (de leve, gente, de leve!) e finalizados não apenas na água fervente, mas em uma mistura de chá chinês (verde, preto ou puer), molho de soja e especiarias (eles usam o que chamam de cinco perfumes: anis, cravo, canela, Pimenta de Sichuan e funcho, mas nada impede que você incremente o molho com outras especiarias ou cascas de frutas, como tangerina).

O líquido entra em contato com o ovo pelos craquelados da casca, e este fica com uma corzinha escura e bem, bem, bem saboroso.

Soube, depois, que comê-los no ano novo ajuda a trazer sorte e ouro! 🙂

Se você ainda não provou, descolei uma receita maaaara, para você testar (e me contar!). Mãos à obra!

Tea Eggs ou Ovos de Chá (receita adaptada do site food52.com)

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 3 colheres de sopa de molho de soja
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de chá verde, preto ou puer
  • 3 peças de anis estrelado
  • 1 pau de canela ou meia colher de chá de canela moída
  • 1 colher de chá de pimenta calabresa, do reino ou de Sichuan moída ou macerada
  • 1 colher de chá de funcho
  • 1 colher de chá de cravo macerado
  • 1 colher de chá de açúcar (opcional)

Modo de Fazer:

  1. Coloque os ovos em água fria, o suficiente para cobrí-los uns 5 dedos acima. Ferva e deixe resfriar por 2 minutos.
  2. Enxague os ovos em água fria. Um por um, bata nos ovos com o cabo de uma faca ou a parte de trás de uma colher, para que a casca fique craquelada. Não há problema de algum pedaço da casca se soltar, tente apenas manter grande parte da casca e o interior do ovo intacto.
  3. Volte os ovos para a panela e reponha a água. Adicione os ingredientes, molho de soja, sal, especiarias e açúcar, misture e deixe ferver. Baixe o fogo e continue a cozinhar, de 15 minutos a 2 horas, adicionando mais água à medida que o líquido for secando. Para ovos mais macios, deixe por 40 minutos em panela tampada.
  4. Por fim, descasque os ovos e aproveite!
  5. Para que o sabor fique mais forte, mantenha os ovos já prontos imersos na mistura, dentro da geladeira, por mais 12 horas.

Não se esqueça de me contar sobre a experiência! Vou adorar receber fotos e saber como foi seu #momentomágico diferentão, aqui ou pelas redes sociais, no Instagram (@chazeira) ou na página do Facebook (Chazeira – Eloína Telho). Nos encontramos de todo jeito, para não morrermos de saudades até a próxima quinta, ok?

Beijos com gostinho de especiarias!

Vai Té Chá em Brasília

Se você – como eu – sonhava com um cantinho com chás de todo o mundo, comidinhas deliciosas, serviço gong fu, astral maneiro e gente do bem na cidade, comemore. A Vai Té Chá abriu suas portas em Brasília.

Desde 2014, um lugar legal dedicado os chás, sonho de Fábio Pedroza (ex-Móveis Coloniais de Acaju) e Daya Sisson, já existia. No plano e na prática, o projeto passou por várias fases.

Inicialmente se chamaria “Chá Comigo” e a ideia era fazer o serviço a partir de um Tea Truck. O cardápio se basearia em histórias escritas por Daya e os chás seriam escolhidos a partir de cada uma dessas histórias. Mas o curso da vida se alterou, Daya ficou grávida e teve que concentrar atenções em outro personagem de sua história pessoal. Projeto suspenso, ao menos temporariamente.

Em 2015, no susto, incentivado por amigos que tocavam o Limonada Project, Fábio resolveu se aventurar no serviço de chás. Tomou coragem e, com sua coleção de itens comprados em viagens, encarou a feira “Brasília Doce”. Como um hobby, em meio as atividades principais de Fábio, que ainda se dedicava à banda e produções culturais, nascia ali a Vai Té Chá.

Com formato itinerante e marca criada por seu então companheiro de banda, André Gonzales, a Vai Té Chá começou suas atividades de serviço e venda de microlotes de chás. De cara, arrebanhou fieis clientes e passou a ser presença indispensável em várias feiras da cidade.

No final de 2016, a atividade principal de Fábio – a banda Móveis Coloniais de Acaju – se encerrou. Com o intuito de afogar as mágoas e curar o fim de um ciclo, resolveu transformar o hobby em negócio. Para profissionalizar a Vai Té Chá, dedicou o ano de 2017 a cursos (Escuela Argentina de Té, El Club del Té, Escola de Chá Embahú), feiras (World Tea Expo) e viagens (China, Taiwan, Rota do Chá). Encantou-se pela arte oriental do preparo e chegou à conclusão de que precisava (mesmo!) de um lugar físico para acomodar tantos exemplares e as experiências que se acumulavam com os anos.

Em 2018, passou uma temporada em uma pop up store no Shopping Pier 21. E viu que queria mais. Tentou abrir um lugarzinho na Asa Norte, mas o imóvel que encontrou precisava de adaptações que fugiam ao orçamento disponível. A decisão de finalmente abrir seu próprio espaço veio a partir de uma oferta incrível, para ocupar uma casa que até então era a sede do café Casa Quilha, ao qual Fábio já fornecia chás, e que precisaria de mínimas adaptações para funcionar.

Com tudo encaminhado, Fábio resgatou Daya e o sonho comum. Agora, juntos, decidiram escrever o novo capítulo da Vai Té Chá, em charmoso cantinho da 716 Norte, inaugurado no final de maio.

Sociedade mais acertada não poderia haver. Fábio projeta, Daya organiza. Enquanto Fábio se esmera na curadoria, no papo e no serviço dos chás, Daya se concentra e (super!) acerta no cardápio de acompanhamentos. Digo isso com conhecimento de causa; ao menos uma vez na semana, me jogo no sanduíche de três queijos – que não decepciona! – e me permito a extravagância do waffle de abóbora – que supera qualquer expectativa!

A Vai Té Chá ainda conta com carta de drinks, opções veganas de comidinhas, utensílios (de copinhos a bandejas) e microlotes de chás, de muitos lugares do mundo, para todo paladar; também tem WiFi pra quem precisa de um canto especial para trabalhar. Se você ainda não conhece o lugar – e esses meninos incríveis! – , coloque na lista de afazeres. Garanto que terá momentos agradabilíssimos, com sabor de chá e cuidado.

Acompanhe a Vai Té Chá também pelas redes sociais, pois eles sempre postam eventos especiais, como a “Hora do Chá Gelado”, em que, com pedidos de comidinhas em determinado horário, o chá gelado é grátis, ou a “Happy Hour”, em que os drinks pedidos chegam em dose dupla.

Vai Té Chá – @vaitecha
SCLRN 716 Bloco F, Loja 47 – Asa Norte, Brasília – DF, 70770-536

Funcionamento: Quarta – 15 às 21h |Quinta a Sábado – 15 às 20 | Domingo – 15 às 19h30min

Não se esqueça de me contar sobre a experiência! Vou adorar receber fotos e saber como foi seu #momentomágico, aqui ou pelas redes sociais, no Instagram (@chazeira) ou na página do Facebook (Chazeira – Eloína Telho). Nos encontramos de todo jeito, para não morrermos de saudades até a próxima quinta, ok?

Beijo com sabor de novidade… E muito chá!

Elizabeth Ume Shimada, a vovó do chá

Se você acredita que é tarde demais para começar a realizar qualquer empreitada, precisa antes conhecer Dona Elizabeth Ume Shimada. Filha de imigrantes japoneses que aportaram no Município de Registro/SP nos anos 30, fundou, aos 87 anos de idade, em 2014, a marca do chá preto artesanal mais queridinho do Brasil, conhecido como Obaatian.

Obaatian quer dizer avó em japonês. E é a própria vovó do chá que impõe o ritmo de produção do chá comercializado. Apesar de já sofrer com alguma dor na perna e não mais se dedicar diretamente ao chazal, acorda todos os dias às 3h30min da manhã para se alongar, alimentar as galinhas de sua propriedade e supervisionar as atividades de Teresinha, a filha que se encarregou da continuidade da produção e ainda incrementou o momento mágico do chá com sua produção de chips de mandioca, biscoitinhos amanteigados de goiabada e canudinhos de doce de leite.

O Sítio Shimada, onde vivem Obaatian e Teresinha, organiza visitas, com prévio agendamento, ou hospedagem com “chá da manhã”. Anualmente, há até uma Rota do Chá, organizada pela Escola de Chá Embahú e Infusorina, que conta a história do chá no país e proporciona uma visita guiada ao local. è possível também conhecer a plantação de lichias do lugar, que conta com 600 pés da fruta.

No Sítio, os visitantes podem realizar a colheita, acompanhar o processamento artesanal do chá colhido, caminhar pelo sítio, almoçar com a família Shimada e, claro, com a vovó do chá, que sempre tem tiradas espirituosas e divertidas, além de mil histórias para contar. Há uma lojinha no local, em que são vendidos os chás em quantidades diversas, além de suportes de panela e panos de prato feitos por Dona Ume.

O chá produzido já arrebatou os corações de consumidores de todo o Brasil, que conseguem encontrar o produto em diversos restaurantes e cafés. Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o Obaatian, na página do Sítio Shimada há uma loja online, onde seu desejo vira realidade.

Conheça a Cerâmica Japonesa Honjo

Eu digo sempre que o chá não é só chá. Não se resume a água quente sobre um punhado de folhas. O chá é presença, um jeito especial de se estar. É parar por um momento para preparar, sentir, se enxergar, tocar… É saber de onde veio, por que veio. É prurar formas de servi-lo, reinventado. É criar rituais de atenção e cuidado. E você bem sabe que eu amo preparar pequenos rituais de chá!

Na busca pelo #momentomágicoperfeito, me esforço. Quero que o encontro – comigo, com o outro – seja único e inesquecível; que tudo combine com a ocasião que a imaginação criou. E numa dessas oportunidades de preparação, deparei-me com uma cerâmica especial, perfeita para abraçar chazinhos verdes japoneses, batizada de Honjo.

A produção desta cerâmica, que segue o estilo rústico e imperfeito, tipicamente japonês, concentra-se em uma fazenda localizada em Anápolis/GO, de propriedade de Massayuki Honjo, engenheiro e conhecedor da técnica, há alguns anos. Hoje, as peças são essencialmente moldadas pelas mãos habilidosas do artista José Gama, conhecido como Higor, que morou no Japão por três anos para se aperfeiçoar e continuar a produção dos adornos e utensílios.

Enquanto eu me perdia entre vasos, bules, chawans e bandejas, Higor me explicou que a técnica se chama Yakishime e utiliza argila, fumaça, cinza e vidro; as peças são queimadas por 60h, em temperaturas bem altas, que chegam a 1300oC. Sobre o resultado, não se tem muito controle; cada peça tem um visual próprio, uma personalidade única… E a gente rapidamente descobre a que foi feita para caber direitinho no nosso querer!

Não preciso dizer que saí carregada de coisas do lugar, que também é lindo. No meio do cerrado, a propriedade é enfeitada pela natureza, por bambus e figuras orientais, que fazem com que a gente só sinta paz. Com a hospitalidade de Higor, que trabalha e mora por lá, a tarde foi inesquecível. Se eu fosse você, daria um jeito de conhecer o artista, a fazenda e cada peça linda, capaz de encantar até os olhos mais exigentes.

Eventualmente, o Sr. Honjo organiza, juntamente com a comunidade nipônica do Brasil, festivais de cerimônia de chá no local, igualmente caprichados e, por isso, imperdíveis. Em Brasília, o restaurante Yuzu-An sempre divulga a programação.

O quê? Cerâmica Honjo.
Onde? Fazenda Assidoc, em Anápolis/GO.
Como? A visita é feita com hora marcada. Basta contatar Higor, pelo telefone 62-993500751. O WhatsApp funciona melhor que o telefone e ele explica direitinho como chegar, já que se trata de área rural. Não se preocupe, é bem fácil!

Os chawans já foram super bem utilizados em oficinas que realizei e fizeram sucesso absoluto. Agora mesmo, quando me preparo para encontrar amigos que o chá me deu, levo uma mala carregada dessa cerâmica tão especial, para presenteá-los de um jeito único. Que tal você também incrementar seu momento, se jogar no matchá, nessa louça linda e única?

Ah, me acompanhe também pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons momentos. Com chá, claro!